"E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata e sem nenhuma graça
Você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais... na vida"
Não vou escrever muito. Basta dizer que sexta-feira foi, de longe, a melhor noite da minha vida... com direito a vinho, Vinicius de Moraes, jazz, Dostoievski, fotos de família, masssagem nos pés e outras coisas mais. Ainda que tudo dê errado, valeu a pena.
- Postado por: Grazi às 08h34
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"Se eu pudesse roubar
As gotas de luar
que vi brilhar nos olhos teus
guardava aquele encanto
para enfeitar meu pranto
na hora do adeus
Sei que muito breve tu irás me esquecer
eu sei que vou sofrer por culpa da minha paixão eu devia te deixar mas vou continuar para castigar meu pobre coração"
Mandei um grande FODA-SE para as convenções sociais, para a moral, a ética e os bons costumes e para os conselhos da minha mãe e mandei uma mensagem para ele, como eu queria. Ele me ligou imediatamente. Quer tomar um vinho amanhã. Eu disse que não sabia. Ele pediu que eu ligasse pra ele. E eu vou ligar, eu sei, embora lá no fundo eu saiba muito bem que eu não devo.
Porque essa história obviamente não vai dar certo; ele tem namorada e não vale o prato que come (e nem eu). Mas, pelo menos uma vez na vida,eu não vou sofrer por antecedência, vou viver isso intensamente, nem que seja por uma noite só. Tô louca para vê-lo e ele tá louco para me ver, o resto a gente pensa depois.
O destino nos prega peças...
- Postado por: Grazi às 08h35
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Afinidades eletivas
O título do post é o título de um livro de Goethe, autor que nem é dos meus favoritos. Mas acho o nome do livro simplesmente genial e morro de vontade de lê-lo.
Acho que o termo "afinidades eletivas" encerra o assunto "amor". Não sei o quão correta eu estou, mas me passa a impressão de que, na verdade, nós é que escolhemos se teremos ou não afinidades com dita pessoa. E, no fundo, não é isso mesmo que acontece? É preciso um esforço da nossa parte para que as relações dêem certo. Não basta ter tudo em comum, é preciso compartilhar, abrir mão dos caprichos, ceder um pouquinho aqui, um pouquinho ali e dar espaço para que a outra pessoa nos mostre o mundo dela... Não há muito certo e errado e tampouco a segurança de que as coisas irão dar certo, mas não é justamente essa incerteza que dá a graça de se viver?
É mais ou menos isso que eu estou passando. Dando espaço, cedendo, conhecendo e fazendo-me conhecer, para ver no que vai dar... sem grandes compromissos, sem neuras, traumas ou cobranças. E tem mais certo do que eu esperava... é gostoso ver a outra pessoa se interessando cada vez mais pelas coisas que você gosta e mais... te achando especial por justamente por ser diferente e te dizendo isso com todas as letras e sem medo de ser feliz. Faz um bem danado pro ego e, no meu, caso, tem um efeito terapêutico importantíssimo: fazer com que eu esqueça o passado.
Conclusão: ainda há esperanças! rs
- Postado por: Grazi às 08h53
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O fim (proviório) da independência
Esse foi meu último final de semana na casa da minha irmã...
A experiência de morar sozinha foi bastante produtiva e aguçou ainda mais a minha vontade de encontrar um cantinho só para mim.
Sinceramente, não senti nem um pouquinho de solidão... muito pelo contrário, senti até um pouco de falta de tempo para ficar comigo mesma (houve horas em que eu quis simplesmente tirar o telefone do gancho... rs). Aproveitei esses breves momentos para curtir minha agradável companhia: assisti aos filmes que tive vontade, coloquei a música bem alto, fiz passeios agradabilíssimos à pé pela Vila Madalena... enfim, foi muito bom mesmo.
Só uma coisa me deu medo: eu corro sérios riscos de me tornar uma grande narcisista se morar sozinha! Fico assustada com a possibilidade de gostar tanto da minha própria companhia e acabar afastando as pessoas à minha volta... isso é algo que preciso repensar e tentar não deixar acontecer...
Bom, agora começarei a odisséia de encontrar um apê! Em breve, mais notícias e festa open house!
- Postado por: Grazi às 08h42
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Apesar de estar sem carro, apesar da minha mãe estar esquisita comigo (ainda), apesar de todos os pesares, tô feliz da vida...
A experiência de morar sozinha está sendo muito bacana (ok, eu não tô falando só da sacanagem, tá?). Estou aprendendo a me virar sozinha e a resolver meus próprios problemas sem ajuda de mamãe... *rs*
Ainda nem tive tempo de sentir solidão, com tanta gente ao meu lado, cuidando, de certa forma, de mim... a Mari, a Salete, a Camila, o Gu, o Guto...
e o Marcelo, lógico.
Isso é outra coisa que eu quero falar. À par de todas as diferenças e contra todas as probabilidades, o Má tem se mostrado uma companhia ótima. Ontem eu tava meio down por causa do carro e por não poder ir à faculdade. Ele se ofereceu para ir me buscar, mas eu resolvi ir para casa descansar. Ele, lindo, me ligou à noite para "me animar". Ficamos uma hora e quarenta minutos no telefone, jogando conversa fora e dando risada (das nossas diferenças e de semelhanças que só estamos descobrindo agora).
Foi aí que eu reparei: já há alguns dias que eu não penso no Ivair! Depois de quase dois anos pensando nesse cara todo santo dia, isso é bastante surpreendente para mim!! Ainda mais porque eu não imaginava que a "cura" viesse de onde veio...
É cedo para dizer que eu esqueci o Ivair de vez, porque é óbvio que o que senti por ele foi muito forte. Mas acho que, pelo menos, o sentimento está minguando aos poucos... Essa noite tive até um sonho engraçado, no qual eu me recusava veementemente a ir para Minas (Freud explica?).
Fato é que, embora eu não possa conversar sobre Dostoievski ou Nietzsche com o Marcelo, ele está me fazendo feliz (em todos os sentidos... hihihihi)! Já estou até meio arrependida do que falei para ele no sábado passado, mas ele foi compreensivo e acho que, com o tempo, as coisas vão se acertar. Sinceramente, eu não estou muito preocupada com isso de "oficializar" a relação... na prática estamos juntos e é isso que interessa.
Quanto ao outro... bem, enquanto eu falava com o Má, ele me mandou mensagem no celular, perguntando pq eu não tinha ido à facul. Na boa, ele é ótimo como amigo, mas nada mais. Foi bom para tirar isso da cabeça e "move on"...
Enfim, tudo isso para dizer que eu aprendi que (i) as aparências enganam e muito; (ii) nem sempre o nosso ideal é o que nos faz feliz; (iii) apesar dos engenheiros terem a lógica do macaco louco, eles, às vezes, sabem demonstrar carinho muito melhor do que os filósofos!
E vivam as diferenças!
- Postado por: Grazi às 09h27
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Tênis x Frescobol
Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os relacionamentos são de dois tipos: há os relacionamentos do tipo tênis e há os do tipo frescobol. Os relacionamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?' Tudo o mais no é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’
Xerazade sabia disso. Sabia que os relacionamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo...’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo' não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada.
Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…
- Postado por: Grazi às 18h37
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Independence days
Day 1
Meu primeiro dia de semi-independência foi bastante atípico. Achei que ia sentir solidão (aquela coisa de botar a chave na porta e não ter ninguém do outro lado para te receber), mas não tive tempo! Cheguei do escritório às 19hs. Às 19:30hs, o Marcelo foi me buscar para irmos à Fnac (obs. 1: que maravilha é morar ao lado da Fnac! obs.2: compramos os ingressos para o show do Chiclete. Realiza Grazielle Helena no meio da muvuca, ouvindo axé... oy vey... obs. 3: apesar dos pesares, o Má tava tão bonitinho de terno! Ficou até com cara de gente grande). Voltamos às 21hs, eu subi só para pegar a chave do carro e fui para a casa da Salete (que preparou um jantar ótimo - regado à muito vinho (foram 3 garrafas) - para mim e para a Cibele). Cheguei em casa às 2:00hs e capotei, óbvio. Hoje, acordei às 06:15hs, por causa do rodízio. Enfim, mal deu tempo de sentir o que é realmente morar sozinha. Mas já fiz algumas constatações fantásticas:
1) Dá uma vontade irresistível de arrumar as coisas quando você sabe que, se não fizer, ninguém vai fazê-lo.
2) Não há nada como chegar em casa de madrugada e poder fazer barulho à vontade.
3) Pasmem, a comida não aparece magicamente na sua geladeira! Se você não for ao supermercado, não haverá nada para comer em casa.
4) Não achar o secador de cabelo na casa da sua irmã pode causar taquicardia, com sérios riscos de infarto.
5) Sempre tenha uma cerveja na geladeira (nem que seja apenas uma). Dar de cara com a latinha dá uma sensação reconfortante, ainda que, além disso, só haja super bonder na geladeira...
- Postado por: Grazi às 07h30
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E o Skank diz tudo
Assim ela já vai Achar o cara que lhe queira Como você não quis fazer
Sim , eu sei que ela só vai Achar alguém pra vida inteira Como você não quis
Tão fácil perceber Que a sorte escolheu você E você cego nem nota
Quando tudo ainda é nada Quando o dia é madrugada Você gastou sua cota
Eu não posso te ajudar Esse caminho não há outro Que por você faça
Eu queria insistir Mas o caminho só existe Quando você passa
Quando muito ainda pouco Você quer infantil e louco Um sol acima do sol
Mas quando sempre é sempre nunca Quando ao lado ainda e muito mais longe Que qualquer lugar
Um dia ela já vai Achar o cara que lhe queira Como você não quis fazer
Sim , eu sei que ela só vai Achar alguém pra vida inteira Como você não quis
Se a sorte lhe sorriu Porque não sorrir de volta Você nunca olha a sua volta
Não quero estar sendo mal Moralista ou banal Aqui está o que me afligia
Um dia ela já vai Achar o cara que lhe queira Como você não quis fazer
Sim , eu sei que ela só vai Achar alguém pra vida inteira Como você não quis"
- Postado por: Grazi às 09h00
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Grande amor vs. namorado
Essa semana é um tanto quanto decisiva na minha vida... talvez seja, enfim, a hora do "vai ou racha".
Surpreendentemente, eu estou mais tranqüila e confiante do que imaginava. Talvez seja porque ainda é terça-feira, talvez seja simplesmente porque eu estou aprendendo...
Aprendendo que um grande amor e um namorado são coisas absolutamente diferentes. E que, talvez, a opção dois seja muito mais vantajosa.
Depois de me deixar levar por uma paixão arrebatadora, estou tentando o caminho inverso... algo um pouco mais racional e que me permita manter um mínimo de controle. E quem sabe essa paixão, ainda que não violenta como aquela que nos pega desprevenidos, não nasce com o tempo?
Acho que o Marcelo está me conquistando aos poucos. Ele é gentil, atencioso, divertido e faz questão de mostrar que gosta de mim... Tá certo que não temos longos papos filosóficos nem discussões intermináveis sobre Dostoievski, Goethe ou Nietzsche, mas ele parece interessado em conhecer um pouquinho do "meu" mundo. E isso já é uma grande vantagem.
Enfim, vou levando e vamos ver no que dá.
Quanto ao grande amor... bem, talvez ele tenha simplesmente nascido morto. E agora já está mais do que na hora de enterrá-lo.
- Postado por: Grazi às 08h44
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D R O P S - os jogos jurídicos em poucas linhas
1. Saindo de SP
Eu, Guto, Renata, Gustavo, Marcão e o megafone. Viagem animadíssima e cheia de risadas. Chegando em Pira (ou a gente pira ou a gente se acaba), descontamos toda a nossa raiva há tanto guardada, gritando bem alto, para a cidade inteira ouvir: "Pamonhas, pamonhas, pamonhas... é o puro creme do milho verde".
2. Balada 1
festa PUC e Mack + open bar a noite inteira + banda zorra (que abre os shows do Chiclete) + substâncias não tão lícitas assim + beijo na boca = PT total (pra variar)
3. Arena
Tenda da Skol, cerveja à vontade e trio elétrico. Encontrei a Maíra e a Aline, conheci o pessoal da ESALQ ("Arena Glacial - aqui é muito mais legal"), povo bem mais sussa que a playboyzada do direito. Muitas risadas e a cena mais engraçada dos jurídicos: um cara da GV, vestido de jacaré, agarrando a Maíra (e ela dando um mega empurrão nele... hihihihihihihi).
4. Balada oficial
Chegamos na festa quase 3 da manhã. Lugar muito louco, um antigo engenho gigante, duas pistas de dança, um palco com show ao vivo, open bar até às 4 da matina.
4.1. Me acabei de dançar
4.2. Encontro mais surreal dos jurídicos: meu ex-namorado Fernando, que eu não via há cinco anos.
4.3. Conheci um príncipe de olhos azuis iguais ao do Chico Buarque. 25 anos, engenheiro formado, trabalha no Itáu. Nada de espetacular, mas bonzinho, simpático e me tratou muuuito bem. Rendeu. Trocamos telefones. Nos separamos às 6:30 da manhã. Ele mandou mensagem no meu celular às 07:00hs, dizendo que tinha adorado me conhecer. Muito fofo.
4.4. O sobrenome do príncipe: Sartori. Deve ser karma. Pesado.
5. Jogos
PUC perdeu tudo o que podia perder. Tudo bem, nós viemos pra beber.
6. Volta
Guto, Camis, eu e Lener. Todo mundo quebrado, cansado, com sono.
7. O príncipe again
Me adicionou no orkut. Me ligou às 21:46hs. Ficamos uma hora no telefone. Disse que me liga de novo no fim da semana para combinarmos de sair. Já estou achando ele chato. Acho que ele tem mais coisa em comum com o Fabrizio, além do sobrenome. Mas escondi meu tênis de corrida debaixo da cama, pra ver se eu agüento um pouco mais. Vou tentar me concentrar nos olhos de Chico Buarque...
8. Sono. Vou mimir.
- Postado por: Grazi às 23h01
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Ligações perigosas 3
Tô me sentindo mó mal...
Fiquei com um cara casado ontem. Tá certo que foi sem querer, eu não sabia e assim que fiquei sabeno mandei ele passear... mas, mesmo assim, tô com peso na consciência...
- Postado por: Grazi às 11h21
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Ligações perigosas 2
Assisti ao filme "Ligações Perigosas" esse final de semana... Alguém me explica o que é o John Malkovitch de Valmont??? OH MY GOD, passei mal...
- Postado por: Grazi às 11h20
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Ligações perigosas 1
Esse final de semana me deixou confusa e me fez pensar em muitas coisas... (por isso escrevo, para ordenar meus pensamentos...).
Na sexta à noite, liguei para o Ivair, para desejar uma boa viagem (não sabia exatamente que dia ele ia embarcar para a Europa). Como ele não atendeu, deixei recado, explicando o porquê da ligação. E esqueci o assunto...
No sábado, fiz a via sacra de sempre (Vila Mariana-Raposo Tavares), todo o tempo com o celular no vibra. Quando saí da aula de russo e fui olhá-lo, tinham três ligações do Ivair e um recado... Enquanto ligava para a caixa postal, ele ligou de novo. (PS: Conto tudo isso para ilustrar como as coisas estão diferentes hoje... quando estávamos "juntos", ele NUNCA retornava minhas ligações, quiçá insistia tanto em falar comigo).
Atendi e me deparei com um Ivair animadíssimo: "Oi, paixão!!!!". Conversamos sobre amenidades um tempão e aí chegamos no ponto que eu quero contar. Mas, antes, uma pequena introdução, para o bom entendimento da estória e da razão do meu contentamento (já viu que esse post vai ser grande, não?):
<modo digressão on>
No meu aniversário, conversamos por muito tempo e ele me disse que havia desistido da filosofia. Eu falei um monte, disse que estava decepcionada por ouvir uma coisa dessas, que achava um desperdício de talento, etc... em suma, passei o maior sermão (porque eu realmente acho que ele é brilhante e seria uma pena desistir ao primeiro obstáculo). Até levei um cartão da Scarlett Marton (professora da USP e especialista em Nietzsche) e insisti que ele entrasse em contato com ela.
<modo digressão off>
Bom, voltemos...
Ele me contou que mandou um email para a Scarlett. Gritei de alegria no telefone e falei que tinha certeza que ela responderia, ainda que demorasse! Ao que ele respondeu: "se ela não responder, eu vou insistir, mandar mais 1, 2 3 emails e se, ainda assim, ela não responder, vou até aí falar com ela pessoalmente! EU NÃO VOU DESISTIR DA FILOSOFIA!"
Fiquei genuinamente feliz com a mudança de atitude dele e foi muito bacana constatar que o que eu falei não entrou por um ouvido e saiu pelo outro!
Essa é a parte legal... a parte chata disso tudo é que, por mais que eu esteja desencanada (e eu estou mesmo; isso se reflete até na maneira de conversar com ele), bate uma "tristeza" de saber que a gente tem tanto em comum, torce tanto um pelo outro e, ainda assim, não damos certo juntos... Eu não vou ficar chorando o leite derramado, nem vou renovar quaisquer esperanças, mas, realmente, é meio triste ver que tínhamos tudo para dar certo e sabe-se lá porquê ou por culpa de quem não demos... A verdade é que, depois dele, eu nunca mais achei alguém que tivesse essa mesma sintonia comigo (o que não quer dizer, em absoluto, que eu não possa achar, um dia - passei da fase pessimista) e há momentos que eu sinto que ele sente a mesma coisa. Sei lá. Estou encarando nossa relação como uma grande amizade (apesar das "provocações" que ele não deixa de fazer jamais) e acho que isso já é um ganho. Por incrível que pareça, gosto da posição de amiga - tenho me sentido muito mais à vontade. E talvez seja mesmo o mais certo para nós.
- Postado por: Grazi às 11h17
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I'm back at desk depois das minhas (micro) férias.
Apesar de ter passado muuuito rápido, foi bom dar uma descansada!
Fui para Minas na quinta-feira e só voltei na terça de manhã. Fizemos uma festinha bacanuda no sábado à noite! Me diverti muito, tomei muita cerveja, dancei até não mais poder com o Alê e o Dersão, tive um papo filosófico animal (que durou umas duas horas) com o Ivair, dei uns beijinhos no Fabrício (explicações abaixo)... enfim, foi muito bem aproveitado.
Só fiquei triste porque minha tia não está 100%. Ainda está muito chateada com o que o meu tio aprontou e não sabe bem como agir. Fiz o que podia, conversei bastante com ela e garanti que, seja lá o que ela decidir, estaremos do lado dela... enfim...
Quanto ao Ivair, acho que estou definitivamente curada mesmo. Confesso que estava com medo dele aparecer com a "vagabunda" na minha festa (eu ia ter que dar uma de Cicarelli), mas, tks god, ele foi sozinho. Conversamos bastante e numa boa. No fim das contas, quem saiu acompanhada fui eu. Ele viu e não me pareceu muito contente... go figure!
A prova definitiva da minha cura está na minha vontade de voltar para São Paulo. Minha tia insistiu muito para que eu ficasse a semana inteira, mas eu não queria perder aula de jeito nenhum...
Pois é, estou AMANDO a facul... Realmente me encontrei. As aulas são fantásticas (especialmente estudos literários e estudos clássicos... delícia!) e o pessoal muito gente boa. Fora as diversões: arrastão na escada da letras, festa na Geo e daí por diante.
No mais, para os que ainda não sabem, fiz, finalmente, a minha tatoo!!!! Não doeu nadica de nada e ficou linda (pelo menos eu achei!). Tô louca para fazer outra... hehehehehehehehe
- Postado por: Grazi às 13h53
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