


O título do post é o título de um livro de Goethe, autor que nem é dos meus favoritos. Mas acho o nome do livro simplesmente genial e morro de vontade de lê-lo.
Acho que o termo "afinidades eletivas" encerra o assunto "amor". Não sei o quão correta eu estou, mas me passa a impressão de que, na verdade, nós é que escolhemos se teremos ou não afinidades com dita pessoa. E, no fundo, não é isso mesmo que acontece? É preciso um esforço da nossa parte para que as relações dêem certo. Não basta ter tudo em comum, é preciso compartilhar, abrir mão dos caprichos, ceder um pouquinho aqui, um pouquinho ali e dar espaço para que a outra pessoa nos mostre o mundo dela... Não há muito certo e errado e tampouco a segurança de que as coisas irão dar certo, mas não é justamente essa incerteza que dá a graça de se viver?
É mais ou menos isso que eu estou passando. Dando espaço, cedendo, conhecendo e fazendo-me conhecer, para ver no que vai dar... sem grandes compromissos, sem neuras, traumas ou cobranças. E tem mais certo do que eu esperava... é gostoso ver a outra pessoa se interessando cada vez mais pelas coisas que você gosta e mais... te achando especial por justamente por ser diferente e te dizendo isso com todas as letras e sem medo de ser feliz. Faz um bem danado pro ego e, no meu, caso, tem um efeito terapêutico importantíssimo: fazer com que eu esqueça o passado.
Conclusão: ainda há esperanças! rs